sábado, 24 de abril de 2010

Olá, Gente!

A Cia. Santa-Fogo, agora em sua fase cabalística, com seus 07 (sete) anos nas costas, volta com o projeto VIDE O VÍDEO/ 2010, mantendo o interesse de divulgar o registro do conhecimento humano nas mais abrangentes áreas, com o intuito de refletirmos o sentido de totalidade diante de tudo o que acontece a nossa volta e a riqueza de nossas possibilidades de ação.

O projeto VIDE O VÍDEO/ 2010 volta enfatizando ainda mais a identidade da Cia. Santa-Fogo, espelhando os seus propósitos de expandir-se sempre em direção às múltiplas vertentes artística, podendo produzir em Teatro, Dança, Artes plásticas e visuais, Performance, Literatura, Áudio-Visual e Música.

E para iniciarmos a nossa jornada, vamos postar aqui duas demonstrações de aulas de Mímica Corporal Dramática e mais dois exemplos de construção artística dentro das perspectivas de trabalho com esta linguagem, criada por Etienne Decroux (1898-1991) e uma das bases estruturadoras da poética cênica desenvolvida pela Cia. Santa-Fogo.

Mímica Corporal Dramática, traz para o corpo os princípios que regem a própria estrutura do drama. Nela, princípios teatrais são traduzidos corporalmente, gerando a tensão necessária para o surgimento do conflito e da ação. Etienne Decroux escolhe, para esta transposição, o drama corporal universal, o primeiro conflito da Humanidade: a luta para manter-se de pé, a luta contra a gravidade terrestre. Desta forma, ao invés de lutar para que esse esforço não apareça na expressão artística, o mímico o demonstra em cada ação, recriando-o de maneira artificial, renovando o pacto de atração pela terra, colocando-se em situação de equilíbrio precário.

Uma Boa Apreciação e semana que vem tem mais!

Grande Abraço!




Professor Lionel Cornellas




MOVEO 2007 - Escola internacional de Mímica Corporal Dramática

Duas produções Artísticas da Companhia HIPPOCAMPE, de Paris (França):



Partes do filme "South", com Luís Torreão, Robert Benett, Laure Garrabé




"La Chambre du Camille" livremente inspirado em August Rodin.
com: Sonia Alcaraz, Melody Maloux, Guillaume le Pape e Luis Torreão

quarta-feira, 17 de março de 2010

CIA. SANTA-FOGO 2010- 07 ANOS

Cia. Santa-Fogo completou ontem, dia 16 de Março, seus 07 (sete) anos de existência. Compartilhamos com todo mundo esse momento que para nós é de alegria serena, pois sabemos que escolhemos um caminho longe do imediatismo e das forças que regem a mercadologia.

E para marcarmos uma nova fase da companhia, anunciamos a preparação de nosso novo espetáculo O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO, com estréia para o mês de Julho, no Teatro Hermilo Borba Filho, sala Beto Diniz. Aos Sábados e Domingos. E ainda para este 2010, o oferecimento de uma oficina de corpo e voz, um debate sobre o teatro contemporâneo recifense e a volta do monólogo EU, MEDEIA.

Agradecemos a todos que sempre nos incentivaram a nos manter nessa desafiadora trilha. Aos nossos companheiros e colaboradores nos trabalhos musicais, teatrais, de dança, vídeo, artes plásticas e visuais, muito obrigado!

A Calixto Neto, Eli Maria, Ana Diniz, Valéria Pimentel, Adriana Millet, Carlos Amarelo, Gabriela Apolônio, Eduardo Buarque (Dudu), Guitinho, Douglas, pelas suas marcantes passagens, ao coco RAIZES DE ARCOVERDE, Jorginho de Paula, Marcos Rodrigues, Mauricio Cano, Rauny Okuda, Kleber Lourenço, Val Lima, Vivi Bezerra, Leda Santos, Carol Seabra, Shima, Jorge Clésio, Labô espetáculo (Virgínia e Murilo), Júlio Morais, Hugo Linns, Marcelo Sena, Deneil Laranjeira, Valéria Vicente, Adriano Araújo, Sebastião Simão Filho, Raimundo Branco (Cia. Compassos), Adriano Sargaço, Mônica Lira e Grupo Experimental, Grupo Grial, Maria Paula Costa Rêgo, Ao Colaborativo Permanência, Givago Amaro (pelo socorro providencial), Leidson Ferraz, Wellington Junior, Tatiana Meira (Diário de Pernambuco), Fabiana Morais (Jornal do Comercio), Pedro Vilela, Marco Bonachela (Zig), Pedro (Vetor Cultural), Michele Panella (Teatro Della Limonaia – Florença/ Itália), Beatriz Olabarrieta, Centro Apolo-Hermilo, Canal Capibaribe, Vavá Coutinho e às nossas famílias.
Deixamos um abraço cheio de saudades na amiga Rosália Albuquerque (in memoriam), a eterna Rosinha.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

RESULTADO ARTÍSTICO DA OFICINA "O TREINAMENTO CORPO-VOCAL: A VOZ EM AÇÃO NA CENA"

A oficina O TREINAMENTO CORPO-VOCAL: A VOZ EM AÇÃO NA CENA, ministrada pelo Arte-criador Carlos Ferrera (diretor artístico da Cia. Santa-Fogo – Recife/ PE), privilegia a prática de uma produção vocal cênica a partir do desbloqueio total do corpo, em exercícios físicos que aliam movimentação, respiração e fluxo sonoro. Essa proposição de treinamento garante um resultado dinâmico, liberto para a experimentação, localizando o intérprete-criador em um situação investigativa para o desenvolvimento de recursos técnicos e estilísticos na feitura da cena.

Nos dois vídeos poderemos visualizar uma das muitas possibilidades de inserir no trabalho artístico um fluxo corpo-vocal, que independentemente das escolhas poéticas, deve garantir as dinâmicas e texturas sonoras.




PARTE 1



Relação dos Intérpretes-Criadores:
Paulo Henrique de Souza e Julliana Soares (Cena 1)
Leonardo Bhalleno (Cena 2)
Rosa de Amorim (Cena 3)


PARTE 2


Relação dos Intérpretes-Criadores:Everton Carvalho (Cena 4)
Wermeson Jheyvson (Cena 5).

Ministrante da oficina e Diretor das cenas:
CARLOS FERRERA

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

VIDE O VÍDEO 9 - O PRIMEIRO DESENHO ANIMADO DA HISTÓRIA

No dia 17 de Agosto de 1908, o diretor francês Émile Courtet (também chamado de Émile Cohl) projetou no ‘Théâtre du Gymnase’ em Paris o que foi considerado o primeiro desenho animado da história. Com a ajuda de um projetor de filmes moderno, Fantasmagorie trouxe às telas o gênero animado. Alguns anos mais tarde, em 1912, Courtet mudou-se para Fort Lee, nos Estados Unidos, onde trabalhou no estúdio francês Éclair e espalhou sua técnica.
Para criar o curta de um pouco mais de um minuto, cada frame foi desenhado em um pedaço de papel, em um total de 700 desenhos, e depois fotografados. A animação foi gerada a partir do negativo do filme, conseguindo o efeito final. O nome Fantasmagorie é uma referência a uma técnica francesa do final do século XVIII chamada “fantasmagoria”, um show de projeções de “fantasmas” que existia antes da criação do cinema, algo parecido com o efeito de um caleidoscópio projetado.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

VIDE O VÍDEO 8: A Street Art em 3D

Nesta semana dedicamos um espaço para uma modalidade relativamente nova das artes plásticas, que é a pintura em 3D. Essa técnica usa os parâmetros da perspectiva clássica, porém em caráter de intervenção pública, saindo da moldura (quadro) e ganhando espaços inusitados da cidade. Escolhemos alguns exemplos dessa arte tão provocante e linkada com a cultura urbana.

Boa apreciação!

EDGAR MUELLER

O artista alemão Edgar Mueller vem desenvolvendo projetos em vários países, explorando a técnica de desenho 3D. Ao escolher o espaço urbano como meio de difusão de sua arte, o artista usa a rua como o suporte mais eficaz para suas imensas paisagens, oferecendo suas criações como dinamizadoras de sensações compartilhadas.
A obra exposta aqui, THE CREVASSE (Fenda de Geleira), é resultado de um trabalho realizado durante o “Festival of World Culture” em Agosto de 2008, na Irlanda, com o auxílio do Goethe Institut.



Mais informações sobre o artista: www.metanamorph.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

VIDE O VÍDEO 7 + CLARICE LISPECTOR

No VIDE O VÍDEO 7, a última entrevista da escritora Clarice Lispector, concebida ao jornalista Julio Lerner, no programa PANORAMA (em 1977, mesmo ano da sua morte) e reexibida no 30 Anos Incriveis da tv cultura.

Clarice Lispector figura entre os grandes nomes da literatura nacional, tendo investido em sua intimidade profunda, explícita e misteriosa. Convivendo com os paradoxos das emoções. Ainda hoje é amplamente lida e relida nos palcos, filmes, músicas, pelas artes plásticas e visuais.

Boa apreciação!

PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3


PARTE 4


PARTE 5

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

UMA VOZ E SUAS IMAGENS - A cantora Mariana Aydar e dois Video-Clipes, no VIDE O VÍDEO 6

Uma das gratas surpresas da MPB é Mariana Aydar. Musicalmente segura e demonstrando muita maturidade ao interpretar canções autorais e de outros compositores, ela transita entre ritmos e nuances sem perder a sua identidade vocal, que embora particular, deixa quase que clara a lembrança de Elis Regina, quando lança mão de alguns recursos expressivos. O que não diminui em nada o seu trabalho de grande intérprete, pois atrás de um grande cantor sempre existe uma memória musical que lhe segue.

Mariana tem berço musical. Filha de Mário Manga (grande arranjador e componente do grupo Premê) e da produtora Bia Aydar, passou a infância entre estúdios, palcos e camarins, para posteriormente estudar em uma das mais conceituadas escolas de música do mundo, a Berklee School of Music, em Boston (EUA).

Aqui poderemos apreciar os vídeo-clipes das músicas “Palavras Não Falam” e “Deixa o Verão”, dirigidos por Douglas Kuruhma e Leandro Lima, respectivamente. Os vídeos são impecáveis e revelam o talento dos diretores, ressaltando o lado despojado de Mariana, que se mostra muito à vontade com a câmera e vai além do simples registro áudio-visual.

Em “Deixa o Verão” Douglas Kuruhma narra com as imagens, transformando-as num diário pessoal. A partir de uma edição, que em muito se referencia à fotografia de momentos corriqueiros e jogando algumas citações na tela como “Não tem começo...”,”Feliz Agora”, “Todos os lugares em que nos encontramos...”, reforça ainda mais uma impressão feminina. O vídeo-clipe tem um ar “alternativo” e despretensioso, apesar de ser tecnicamente bem finalizado.

Já “Palavras não Falam”, Leandro Lima aposta no minimalismo da imagem e embarca no depoimento da letra da canção, declaradamente íntima. Uma confissão transposta para o branco da tela, onde o centro dela é a própria Mariana cantando entre focos e desfocos, dando a nítida percepção da relação entre criador e criatura, ressaltada no estranhamento proposto pelo figurino e adereços. Em alguns momentos Mariana assumi até um tom meio performático.

Estamos diante de uma grande voz, uma grande intérprete, preocupada também com o diálogo com outras artes para agregar discursos poéticos ao seu dom: Cantar!

DEIXA O VERÃO



PALAVRAS NÃO FALAM